Por Simone Cardoso É possível permanecer num relacionamento nocivo sem se machucar muito quando se tem consciência de que foi uma escolha. Mas ai minha filha, você está se descobrindo uma masoquista sentimental...
Existem mulheres que são iscas fáceis de relacionamentos nocivos, pois são muito altruístas, dão uma de Madre Teresa de Calcutá. Levam à extremos a missão de cuidar do outro.
Impor limites: é tornar- se assertiva na relação - dizer o que gosta e o que não aceita.
Assumir e manter um vínculo como esse é uma escolha e, assim, tornar-se protagonista da própria história. O que você passa não é carma nem destino: é a pessoa que você trouxe para sua vida. Portanto, é possível expulsá-lo. Qual é sua decisão nesse instante?
Outro ponto: - O que você ganha com esse relacionamento nocivo que não consegue romper?
Ao tentar romper um relacionamento nocivo, é natural que a outra parte reaja para manter a situação tal como está. Mantenha-se firme na decisão e não abra espaço para a culpa.
Pessoas com auto-estima elevada se envolvem menos em relações destrutivas. Portanto, invista na sua. Não é que seja uma vacina para o resto da vida, mas os riscos de se meter numa roubada são sempre menores para quem gosta de si mesma e confia no próprio taco.
Para ter boa auto-estima, é preciso se conhecer bem, fazer uma terapia, por exemplo. Mas se a grana está curta encontre um tempo para você e invista em pequenas coisas que a façam feliz, como ir ao cinema, fazer uma caminhada no parque, andar com o cachorro (se não tem, pegue da amiga emprestado e divirta-se com o bichinho), faça um curso...e por ai vai...
Não precisa ter medo da dolidão. Solidão é o fantasma que faz BUHHH e assombra maioria das mulheres envolvidas em relacionamentos nocivos.Não precisa ter medo da solidão. Lembrem-se de sua família e amigos e que ele não é o último homem da face da terra!!!
Espiritualidade faz a diferença na vida, revigora o espírito. Pode ser o que faltava para pôr o ponto final numa relação fadada ao fracasso.
Como identificar a hora de romper um relacionamento nocivo? Quando o ressentimento é maior que a esperança, não há conversa nem limite que resolva. Se ainda há esperança de resgate, vale tentar um diálogo franco mesmo que doa. Caso contrário, evite sofrimento inútil: saia à inglesa, como costumam dizer os franceses.
Até onde pode chegar uma relação destrutiva? Depende do limite de cada um. Qual é o seu limite?
A reincidência é um fantasma que assombra quem já viveu uma relação perniciosa. O único jeito de não cair de novo na mesma armadilha é fazer uma revisão das condições que levaram à dinâmica nefasta. Sem procurar os fatores pessoais que colaboraram para a formação e manutenção desse enredo, não existe saída: a tendência é mesmo repetir o script.
Quando se chega às raias da violência física, o melhor é sair de perto, sem contemplação, e tomar providências. Contra a força física não há argumento.
Há um novo tipo de relacionamento nocivo na praça os "gigolôs modernos". São namorados que perdem o emprego, se hospedam provisoriamente na casa da namorada e vão ficando, ficando, como se não pudessem contar com mais ninguém no mundo (e, já que estão duros, nem sequer se oferecem para rachar as despesas). A moça começa se achando muito importante, tão boa samaritana, até gostando desse inusitado papel de anjo protetor. Não acredite nisso! Ninguém é tão desamparado: ele deve ter irmãos, pais, padrinhos ou amigos. E, se não tiver mesmo ninguém a quem recorrer, pior ainda! O que terá acontecido para todo mundo sumir da vida dele?


